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NOTÍCIA

[2016-02-11]

O ano de 2015 fechou em alta para a indústria têxtil e vestuário, que, no total, registou um aumento de 5% das exportações, ultrapassando os 4,8 mil milhões de euros. O vestuário foi a categoria com mais peso, com 2,89 mil milhões de euros, seguido dos artigos têxteis e dos têxteis-lar, que registaram o maior crescimento.

No total, o sector exportou 4,83 mil milhões de euros, um aumento de cerca de 216 milhões de euros em comparação com 2014.

A categoria de vestuário conheceu uma subida de 3,7%, para 2,89 mil milhões de euros, com o vestuário e seus acessórios de malha a representarem 1,89 mil milhões de euros exportados entre janeiro e dezembro de 2015. No entanto, a categoria de vestuário em tecido evidenciou um maior crescimento em 2015: mais 5,97%, para 994,7 milhões de euros.

De acordo com os dados publicados pela ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, a Europa a 28 assumiu-se como o principal mercado das exportações portuguesas de vestuário em 2015, representando 91,2% do total dos envios das empresas do sector. Espanha, França, Reino Unido, Alemanha e Países Baixos ocuparam as cinco primeiras posições na lista dos maiores mercados do vestuário “made in Portugal”, representando, em conjunto, 78,4% de todas as exportações de vestuário.

Fora da Europa, os EUA lideram o top dos principais mercados do vestuário português, tendo mesmo aumentado as suas compras em 38%, para 79,5 milhões de euros, tendo agora uma quota de mercado de 2,8%.

Em termos de crescimento em 2015, apesar de ter ainda uma contribuição diminuta, destaca-se também a China, para onde a indústria de vestuário portuguesa vendeu mais 63,4%, atingindo um valor de 9,8 milhões de euros. Já Angola, o segundo maior mercado fora da UE a seguir aos EUA, sobressaiu pela negativa, com uma queda de 37,3% das exportações de vestuário com destino a este país africano, que passou de 54,9 milhões de euros em 2014 para 34,4 milhões de euros em 2015.

«O ano de 2015 foi mais um ano de crescimento para a indústria de vestuário portuguesa. As empresas nacionais conseguiram expandir a sua presença internacional e conquistar mais encomendas em vários mercados, incluindo nos EUA, onde há boas perspetivas também para este ano», sublinha, em comunicado, o presidente da direção da ANIVEC, César Araújo.

As exportações de têxteis (excetuando têxteis-lar) verificaram um aumento em linha com os números gerais (+5%, para 1,24 mil milhões de euros). Segundo o comunicado da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, «reveste-se de particular importância o comportamento das exportações de têxteis técnicos, os quais registaram um crescimento de 10%, o que confirma uma tendência de diversificação industrial no sector». Paulo Vaz, diretor-geral da associação, acrescenta ainda que a evolução está de acordo com o Plano Estratégico apresentado pela ATP em 2014, «o qual prognostica, até ao final da década, uma quota de 30% para os têxteis técnicos no total da produção e exportação da fileira».

Já os têxteis-lar registaram o maior crescimento, com uma subida de 7% nas exportações, para 708 milhões de euros, de acordo com os dados da ATP.

Para 2016, as expectativas das duas associações sectoriais são animadoras. «Depois de um ano extraordinário, esperamos que as condições do país e a conjuntura internacional evoluam de forma positiva para que as empresas do sector possam continuar a investir lá fora e reforcem a boa imagem do vestuário “made in Portugal” em todo o mundo», afirma o presidente da direção da ANIVEC. Já a ATP indica que os números de 2015 antecipam «o objetivo de chegar aos 5 mil milhões de euros já em 2016, quatro anos antes do previsto no Plano Estratégico».

FONTE: PORTUGAL TÊXTIL